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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cecil B. Demente


Por Pachá
Mais um dos filmes, ou melhor anti-filme de John Waters. Lançado em 2000 o filme traz no elenco vários rostos conhecidos. Stephen Dorf como Cecil B Demente diretor insano com total repulsa a industria cinematografica de Hollywood. Seu grupo de membros igualmente insano decidem vingar o cinema alternativo e de baixo orçamento. E para tal eles pretendem fazer um filme que capte a real atmosfera dos filmes independentes e alternativos. No elenco Cecil escala, ou melhor sequestra, a cinquentona Melaine Griffth, Honey Witlock que será a estrela do filme Beleza em Fúria, titulo do filme de Cecil B Demente.

Cada membro da equipe tem um patrono do cinema, Cecil tem Otto Preminger, Raven (Magie Gylenhaal) Kenneth Anger e assim vai, tem David Lynch, Spike Lee etc.

John Waters é um sujeito que faz filmes engraçados, ou melhor que faz filmes com mensagens engraçadas para expor os paradoxos da América. Com seu olhar atento para os costumes e desvarios da indústria americana, do consumo exacerbado, do culto a personalidade, da fama e por ai afora. Seus filmes transitam facilmente entre o escracho e chacota total, porém sempre guardando certo estilo. Todos os seus filmes tem a métrica máxima de arrancar risos do bizarro, do humor negro.

Tecnicamente, Cecil B Demente guarda todas as tosqueiras dos filmes anteriores, fotografia, sem muito tratamento em excesso de tons quentes, planos óbvios, camera chapada. E como dinheiro deve ser o problema principal, tenho certeza de que as falhas são proposital, e sobra a criatividade para resolver tais problemas, é isso que faz dos filmes trash, B, Z terem a graça que tem. Ainda sim Cecil B demente é melhor do que os filmes de Waters da decade de 90, Cry baby, Mamãe Ed Morte e inferior a sua fase dos anos 70, como Pink Flamingo e Female Trouble.

No mais a mensagem é ótima, morte ao cinema ruim... morte aqueles que abusam da ignorância de pobres incautos que ainda não tem discernimento nem senso de julgamento para arte, seja trash, erudita, clássica etc.


Título Original: Cecil B. DeMented 
Gênero: Comédia 
Origem/Ano: EUA-FRA/2000 
Duração: 88 min 
Direção: John Waters 
Elenco:

Stephen Dorff...
Melanie Griffith...
Adrian Grenier...
Alicia Witt...
Larry Gilliard Jr....
Maggie Gyllenhaal...
Jack Noseworthy...
Michael Shannon...
Harriet Dodge...
Zenzele Uzoma...
Eric M. Barry...
Erika Lynn Rupli...
Mink Stole...
Patty Hearst...
Ricki Lake...
Cecil B. Demented
Honey Whitlock
Lyle
Cherish
Lewis
Raven
Rodney
Petie
Dinah
Chardonnay
Fidget
Pam
Mrs. Mallory
Fidget's Mother
Libby



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Female Trouble

Por Pachá
Female Trouble (Problemas Femininos 1974) é o escatológico retrato da demência humana, e ninguém transportou isso para as telas de forma tão nonsense quanto John Waters. Sua diva, Divine é a encarnação dessa mordaz visão do american way of life. O filme conta a epopeia de Divine, travesti dragqueen quando o termo ainda era novidade nos meios underground, que quando adolescente foge de casa porque não ganhou um sapato de salto alto no natal. A menina, Divine, tem sonhos megalomaníacos, que ser famosa. Em sua fuga é estuprada pelo sujeito que lhe dá carona, que é representado pelo próprio Divine (Dawn Davenport) segundo Waters é a idéia que ele tem de “amor a si mesmo”. Divine fica grávida, mas não faz disso um empecilho para alcançar seu objetivo e vai à luta ao estilo, self made man “venci pelos meus próprios meios” e Divine para tal é um hands on, arregaça as mangas e as meias calças e se alia a suas colegas de colégio e monta uma gangue de roubo a residências e logo é descoberto por um cabeleireiro que transforma Divine em uma bizarra figura da moda underground. Esse é o quarto filme de Waters e uma continuação de Pink Flamingos de 1972 que também é seu filme mais maldito e cultuado.

Todos os filmes de John Waters estão lançados em DVD repletos de extras, e para quem acha que Waters é um nome desconhecido, você provavelmente já deve ter assistido a algum filme dele, mas não deu a mínima para quem se tratava, duvida? Cry-Baby (1990) com Jonny Depp, Mamãe é de Morte (1994) filme tarimbado na sessão da tarde, Hairspray (1988) que teve um remaker com John Travolta no lugar de Divine. Hairspray deu fama mundial a Waters. O cinema de Waters é intensamente inspirado nos filmes B horrormovies e blackexploitation das décadas de 50 e 60, mas seus filmes sempre foram mal compreendidos até pelo mundo trash. Consultando um dos extras de um dos DVDs, Waters narra uma história no mínimo insólita, ao apresentar um dos seus filmes, Pink Flamingo, em uma penitenciária no qual os presos o chamaram de tarado pervertido. Mas hoje ele é rotulado de Cult/indie pelo pessoal mais descolado e influenciou uma série de outros diretores e grupos como o troma por exemplo.