Sua escrita é um soco no estômago, daqueles que te tira o fôlego. Com uma sensibilidade encharcada de cinismo sem medo de escancarar as cicatrizes da sua alma para o leitor, Efraim vai desconstruindo o presente para apagar um passado cheio de mágoas, e tal qual alguns grandes álbuns (discos) que foram gestados em momentos de pura agonia, com abstinência da mulher amada, ou da certa garota como diz Efraim, ele vai tentando montar um futuro onde sempre vai lhe faltar um pedaço, dado a certa garota, sim o livro é sobre o momento sombrio em que perdemos a direção, o chão, o momento em que nos amputaram o ar, mas continuamos vivendo, o momento em que a certa garota partiu.
E através de referências musicais, cinematográfica, bebedeiras, Efraim vai remontado, recolhendo os cacos de um ser incompleto, fragmentado, mas sempre com muita fúria e humor.
Outra coisa que me chamou atenção no livro, são as referências do autor, Silvia Plath, Cesare Pavese, etc...
Na verdade li este livro em 2007 e em 2008 o outro título dele disponível no Brasil até então que é "Técnicas de masturbação entre batman e Robin". Mas já tenho um outro livro dele na agulha para ler e tão logo o faça, deixo minha percepção impressa.
Efraim tem sido considerado o garoto prodígio pela crítica literária colombiana, seu romance "Era uma vez um amor..." foi lançado na Europa pela conceituada editora italiana Feltrineli.
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