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sábado, 10 de setembro de 2011

El Dia de la Bestia

 Por Pachá
Lançado em 1995 El dia de la Besta, filme de Alex de Iglesia, narra epopéia do Padre Angel (Alex Angulo) um estudioso do Apocalipse descobre através de antigas escrituras a hora (meia noite é claro), dia (25 de Dezembro) e lugar (Madri) em que o anti-Cristo vai nascer. Dados as coordenadas Padre Angel parte em sua cruzada para salvar o mundo do tinhoso.

O filme é uma comédia satânica, como prorprio diz o cartaz. Com inteligente estrutura desde as atuações até as ótimas tomadas externas, onde é possível colocar em questão as divergências dos espanhóis em relação a urbanização, manter o velho ou erguer o novo (assisti sobre isso em documentário dias atrás antes de assistir ao filme). Iglesia desenvolve bem sua narrativa com humor e toques assustadores, a aparição do escrupiculo da mei-noite é assustadora. 

Padre Angel parte para Madri e logo conhece um metaleiro satanghost (satânico) José Maria (Santiago Segura) e logo a historia de Iglesia ganha influencias quixotescas, uma vez que Dom Quixote, Padre Angel encontra seu Pancho. Outra influencia visível na formação e estrutura das interpretações é Almodôvar. Mas nada que ofusque as tiradas inteligentes de Iglesia que é considerado um diretor cult. vale lembrar que é dele Ação Mutante de 1993 e o mais recente, ao menos nas terras brasileiras, o também ótimo balada de amor e ódio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Balada de Amor e Ódio


Por Pachá
Este filme fez parte do RioFan 2011. Mas como não consegui assistir, o dia em que foi apresentado os ingressos esgotaram rapidamente. Mas como fiquei sabendo que o filme entraria em grande circuito não me apoquentei em recorrer ao Sr. Torrent. Pois bem, Alex Iglesia o diretor, tem uma forma curiosa de ver o amor e as relações humanas, principalmente homem x mulher. No único filme que já tinha visto dele, Amor Ferpeito, é possível notar a peculiar e obscura forma de perceber essas relações, as vezes cínicas e carregada de humor negro.

Em balada de Amor e de Ódio, Iglesias conta uma historia de amor, com a ditadura franquista (1939-1976) como pano de fundo. Javier (Carlos Arece) que tentando seguir os passos do pai, um palhaço de circo, encontra a tragédia, quando presencia a prisão e morte de seu pai com requinte de crueldade. Anos mais tarde Javier decide seguir os passos do pai e se transforma em palhaço triste e se junta a uma trupe de circo cuja principal atração é justamente um palhaço, Sergio (Antonio De La Torre), que fora do picadeiro é um individuo violento, egocêntrico. A primeira vista Javier se apaixona por Natalia (Carolina Bang) que sem trocadilho é um estouro, que olhos e que boca. A partir daí está arquitetado um estranho e bizarro triângulo amoroso, Natalia submissa as perversões de Carlos é atraída pela segurança da ingênua e pueril paixão de Carlos.

A fotografia do filme e os ângulos de camera criam clima de romântica catástrofe, e isso é o que não falta no filme. E mesmo como uma história repleta de revés, em nenhum momento o roteiro se perde ou deixa furos escandalosos. Iglesias transita com muita facilidade e propriedade entre o trash e o drama, o que da ao filme uma dinâmica interessante. Iglesias abocanhou alguns prêmios com sua balada de Amor e Ódio, leão de Prata como melhor diretor, e melhor roteiro em Veneza 2010.

O outro filme dele com estilo mais inclinado para o fantástico é o Dia da Besta que está na fila. E tão logo assista coloco minha impressão no branco digital.