domingo, 22 de maio de 2016

X- Men Apocalipse


Por Pachá
Bryan Singer costuma dizer em entrevistas que nunca tratou a franquia X-Men como um filme de gibis, não sei apontar aqui o quanto essa afirmação é positiva ou negativa, o que posso colocar como percepção é que o cara descobriu uma espécie de formula para deixar, desde o primeiro filme, até este ultimo com a dinâmica HQs, que é a construção dos eventos que vão culminar no clímax do enredo numa ordem cronológica muito parecida com os HQs.

Claro que toda essa construção de eventos que vai finalizar dentro do que esperamos, o triunfo dos justos contra os perversos requer personagens muito mais que aderentes com a veracidade dos HQs, onde o processo desse triunfo é que está em jogo e nesse ponto Singer tem mostrado porque a franquia é um sucesso. Não há um só filme da série que seja ruim, e quando comparado com outros título da Marvel, todos eles levam vantagem em ação e construção de personagens.

Em Apocalipse que leva o nome do grande vilão, que dentro do universo Marvel é considerado um dos primeiros mutantes, o filme retratou fielmente sua origem que remonta tempos dos faraós do antigo Egito e como costumava dizer um professor de História, o Egito já era História para gregos e romanos. 

Na pele de Oscar Isaac Apocalipse está a altura do vilão dos quadrinhos, megalomaníaco, impiedoso e poderoso. E como qualquer filme de heróis e vilões, super vilões precisam estar altura das falhas dos heróis que em suas trajetórias vão criar os conflitos que conferem o prazer de assistir filmes do gênero. 

As interpretações também vem mantendo o mesmo padrão, ressalva para Mistica nos poderes de Jennifer Lawrence que tem grande importância na trama, que alias é uma personagem marcante nos quadrinhos, uma espécie de matriarca que foi bem explorado pelo roteiro.

A fotografia é assinada por Newton Thomas que o vem fazendo desde o primeiro filme, o que garante um padrão já reconhecido da franquia quando se trata de fotografia. Grande profundidade de campo, nitidez e ar vintage já que cada filme representa uma década dos heróis nos HQs claro que tudo resolvido no color grading, mas que não fere o mérito do fotografo.

No mais é aguardar a próxima saga da equipe.

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