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sábado, 2 de junho de 2012

Escuridão e Silêncio



Arrastado pela escuridão de seu olhar,
Flutuo no silêncio de sua paixão.
Tento me desvincilhar da fera perdida,
Mas a lua me traz você, e me perco.
Grato, insano, me encontro na parte que tenho,
E transbordo na areia da ampulheta quebrada, do tempo perdido
Que a chuva arrasta para sonhos febris.
A sombria dança de suas entranhas, pulsa no suor de minha pele,
Que tem gosto de suas lágrimas.
Penso em dizer que tudo está bem, mas meu abraço é frio,
E minhas mentiras embalam sensações há muito esquecidas.
Te carrego, te protejo. Me embriago no fel de vazia imaginação,
Do cansaço que nos corrompeu. Tento correr, mas minhas pernas,
Tem o peso de suas mágoas. Me afundo em lembranças cegas,
De desculpas mudas, e me escondo na escuridão dos meus dias,
E no silencio de minhas noites.


Por Pachá ® todos os direitos reservados.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

The Avengers


Por Pachá
O diretor Joss que tem no currículo a direção de Serenity de 2005, e uma penca de episódios de séries de TV, entre elas Banfy, The Office etc... Consegue com Os Vingadores um filme que certamente agradará dos mais aprofundados  aos completamente leigos nas tramas das HQs da Marvel. O filme é honesto em todos os sentidos, tem roteiro bem alinhado, personagens em perfeita sincronia com a trama, com participações homogêneas, não há nas quase três horas de filme, um personagem que sobressai ou algum menosprezado, todos estão devidamente ponderados nos desenvolver do longa. Vejo nesse fato uma grande proeza de Joss.

A trama proposta por Joss que também escreveu roteiro é bem similar as HQs, um plano ardiloso de um vilão poderoso, Loki (Tom Hiddleston) o deus da trapaça na mitologia nórdica, embora tenha achado a participação do ator caricata no filme Thor, com pouca ou nenhuma  profundidade que se tem nos quadrinhos, reconsiderei minha opinião em Os Vingadores, mas com ressalvas. É interessante a propriedade com que Joss trabalha a reunião das franquias, é bom notar que Os Vingadores não requer conhecimentos dos outros filmes, mas torna melhor o entendimento do comportamento dos personagens no intrigante jogo de poder que se dá, principalmente entre Homem de ferro e capitão América. Vale dizer também que mesmo não tendo ousadia no que diz respeito aos filmes de heróis de papel transposto para as telas,  uma vez que o filme não traz nada que já não tenha  feito por outras franquias do gênero, em termos de estrutura narrativa, ainda sim cada minuto ou cena do filme é primorosa no aspecto ação o que proporciona diversão máxima.

É fácil perceber que a propriedade de Joss ao dirigir um Blockbuster de heróis consagrados, nos quadrinhos e cinema (Homem de Ferro e Capitão América) se dá pelo fato do cara ser um nerd,  familiarizado com universo das historias em quadrinhos, isso em minha percepção cria  vinculo com publico dos mais variados.

diversão garantida...




terça-feira, 22 de maio de 2012

Nucky Thompson x Carlinhos Cachoeira





Por Pachá
Me peguei pensando outro dia a respeito do caso cachoeira, que por mais que o indivíduos de metrópoles brasileiras esteja ou tente ficar alheio aos noticiários, não há como não ter ouvindo alguma coisa sobre esse escândalo, corrupção, ladroagem, envolvimento de agentes públicos e todo mau exemplo de ética e moral que o ser humano possa dar. E como comecei a acompanhar a série da HBO Boardwalk Empire a comparação, guardando as devidas proporções de espaço-tempo, foi quase que instantânea. Porém ambos os casos são frutos do mesmo puritanismo, no caso de Nucky a proibição da bebida alcóolica que culminou na lei seca como forma de manter tradições morais dos bons costumes e portanto uma "solução" para elevar nível moral e social da sociedade americana. O mesmo se aplica Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha que por proibição dos jogos de sorte em 1946 pelo decreto-lei 9.215, se infiltra, de forma corrupta e ilegal em todos os níveis dos três poderes para maximizar capital agravando ainda mais esse câncer nas esferas do poder publico e privado do pais que é a corrupção.


Mas no caso de Carlinhos Cachoeira há o agravante por parte dos agentes públicos, de ignorar a história sumariamente, ou senão enfoque na história apenas pelo viés cultural, ignorando as relações com variáveis sociais e econômicas. Sociais porque as estruturas sociogênicas, que trabalham as modificações da sociedade são dinâmicas o que demanda de quando em vez investigação se determinadas leis pertencem ao momento vigente. Econômicas porque com a legalização, em ambos os casos de bebidas a jogos, proveriam somas financeiros através da arrecadação de impostos ao invés de minar os recursos do Estado na coibição e controle da contravenção.


No mesmo bojo está a legalização da maconha...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Metodo Perigoso


Por Pachá
David Cronenberg parece ter abandonado o cinema realismo fantástico pelo qual ficou conhecido, embora seus filmes mantenham certa atmosfera de estranheza, de ambigüidade entre real e imaginário, o simbólico parece tomar conta da estrutura narrativa e dos conflitos internos dos personagens. Em Método Perigoso Cronenberg analisa relação entre Carl Jung e Sigmund Freud que nos primeiros anos do sec. XX trocam correspondências e parcos encontros para discutir rumos e métodos psicanalíticos. O filme parece disfarçar o tema principal que é a divergência de corrente de pensamentos entre os dois psicanalistas, com o tórrido e doentio, para época, romance de Jung e Sabina Spielrein.

O inicio do séc. XX ainda estava completamente dominado pelas ciências naturais, ou pelo menos os axiomas da física clássica do mundo cartesiano e mecanicista imperava de tal maneira que qualquer linha de pensamento fora dessa corrente não recebia qualquer atenção. A objetividade do método e racionalidade do positivismo ditavam as regras, vale ressaltar que nesse período a psicologia, psicanálise ainda não tinha se firmado como ciência sociais, na verdade a própria ciência social como a conhecemos hoje estava engatinhando, era preciso criar teorias e métodos para torná-la ciência. E nesse fato reside o conflito entre os dois psicanalistas, Freud lutando para manter a psicanálise dentro do método que garantisse sua cientificidade ao passo que Jung queria romper paradigmas, abstrair e criar dialética com outras áreas, esoterismo, misticismo, signo, simbólico, e não ficar preso ao reducionismo freudiano da sexualidade, o que rompe a ira de Freud. Há uma cena que deixa isso de forma bem elucidativa, quando no escritório da residência de Freud, Jung confessa que pretende buscar explicação fora das ciências racionais e com isso sela ruptura com seu colega.



As interpretações não poderiam estar em melhores mãos. Viggo Mortensen, que caiu nas graças do diretor, está mais que correto no papel de Freud, papel inicialmente de Christoph Waltz, mas que de acordo com próprio Mortensen em entrevista “ As vezes é preciso ter sorte”, pois Waltz declinou do papel ao optar por blockbuster de grande estúdio. Michael Fassbender como Jung dá devida carga dramática ao personagem, o que acaba por impor certa visão imparcial na relação dos dois amigos, ao final Cronenberg parece, posso estar completamente equivocado, mas foi essa minha percepção, de que o pensamento de Jung acaba por prevalecer  sobre as descobertas de Freud, em miúdos há certa negligência nas descobertas do pai da psicanálise. Keira Knightley convence no papel de fraulein Spielrein mesmo exagerando nas expressões faciais ainda mais aguçada pela magreza da face. Completa o elenco Vicent Cassel em papel sem nenhuma relevância para trama proposta por Cronenberg. E a despeito de qualquer critica dos rumos do cinema de Cronenberg, em minha percepção Um Método Perigoso é um ótimo filme, tanto tecnicamente como dramaticamente.


domingo, 20 de maio de 2012

Lautmusik

Por Pachá
Mais uma das boas bandas da cena rock da região Sul. Lautmusik está na ativa desde 2006 e em 2007 lança single com a musica Jellybean, ainda em 2007 lançam outra demo com mais musicas, Black Clouds with Silver Linings com 6 faixas, em 2008 A Week of Mondays. As influências são das melhores casa do pos punk, Jesus & Mary Chain, Siouxie and the Banshees, Joy Division e todo som obscuro de do outro lado do Atlântico. Em 2011 o Lautmusik lança álbum Lost in the Tropics com 11 faixas com muita propriedade em estética sonora que lhes confere interessante maturidade, mostrando que não é um banda absorta ao modismo reinante da atual cena rock brasileira. Que eles permaneçam por muitos mais anos fazendo o que fazem. 


Todo o trabalho da banda pode ser conferido e baixado no site da trama virtual.

Alessandra Lehmen - Voz, moog
Cassio Forti - Guitarras
Murilo Biff - Guitarra, voz
Guilherme Nunes - Baixo
Rodrigo Prati - Bateria

O clipe abaixo foi todo gravado em VHS dai o visual muito anos 80. Este é o clipe oficial da faixa Mai do albúm Lost in the Tropics


Tem a ver...

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