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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fields of the Nephillim

Por Pachá
Banda gótica inglesa formada nos anos 80. Se você gosta de Sister of Mercy certamente o som dos Nephillim te agradará. Eu havia comentado dessa banda no post do filme M.A.R.K 13 (Hardware o destruidor do futuro).

Vendo o visual dos cara é fácil perceber que o filme teve grande inspiração no McCoy e sua trupe.













Membros Atual

Carl McCoy : Vocais
[Desde 1985]
Gavin King : Guitarra
[Desde 2007]
Lee Newell : Bateria
[Desde 2007]
Tom Edwards : Guitarra
[Desde 2008]
Snake : Baixo
[Desde 2009]
Ex-membros

Paul Wright : Guitarra
[1997-1998]
Peter Yates : Guitarra

Tony Pettit : Baixo

Nod Wright : Bateria
[1997-1998]
Gizz Butt : Guitarra
[2007-2008]
Steve Fox-Harris : Guitarra
[2007]
John Carter : Baixo
[2003-2006] [2008-2009]
 
  Discografia - Para baixar











 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pixies | A Banda Perfeita - Tomo Derradeiro

Por Pachá
A Turnê de 1989 deixou todos os elfos esgotados. Um ano inteiro fora de casa do mais puro regozijo que uma banda pode ter.
Ela percebeu que algumas convicções que carregava mudaram completamente, se esvaíram com a distância e o tempo.
- Não quero mais saber desse negócio de Mrs. John Murphy, o casamento é realmente uma instituição fadada ao fracasso. A música é o meu grande amor e refúgio. Certo Francis Black?
- Humm! Nada entendo do amor, apenas sei que esta invenção está fora de controle. Quanto a musica sei que ela tem esse poder. Pode apostar que sim! E por favor, me chame de Black Francis.
- Sim. Claro! E o casamento é simplesmente uma pura perda de tempo. Você não acha Joe?
- Em minha terra casamento é coisa muito séria, “but, I don´t give a fuck!
- Yeah! ahum,uhum, fuck off all marriages!

Mas como acontece com todos que tem o coração, dilacerado, sangrado pela negligência ou incompatibilidade de outrem. Ela mergulhou ainda mais no trabalho, e ao voltar para casa procurou sua amiga de longa data, Tanya, do Throwing Muses e juntas resolveram montar uma banda só de garotas, The Breeders. Mas os elfos ainda não estavam satisfeitos, queriam mais, eles queriam enterrar fundo na alma dos fãs, os berros, acordes e todo tipo esquisitice que remetesse ao nome Pixies.




Criado durante a turnê de 1989, Doolitle sintetiza a maturidade da banda e alcança perfeição. Mas se engana quem pensa que com maturidade veio sons mais limpos, comportados, nada disso. Doolitle tem a demência do estilo Pixies bem destilado, fermentado em guitarras viajantes, bateria simples, porém eficaz e o sempre marcante baixo de Kim. Para muitos, e me incluo, é o melhor disco da década de 80. Mas como acontece com os adultos empanturrados de merda e egocentricidades, Francis e Kim dão vazão a suas desavenças antes silenciosa, agora explicita a todos. E os elfos começam a desenvolver trabalhos solos. O fim é iminente.




  1. Debaser
  2. Tame
  3. Wave of Mutilation
  4. I Bleed
  5. Here Comes Your Man
  6. Dead
  7. Monkey Gone to Heaven
  8. Mr. Grieves
  9. Crackity Jones
  10. La La Love You
  11. No. 13 Baby
  12. There Goes My Gun
  13. Hey
  14. Silver
  15. Gouge Away
Download | Pixies - Doolitle
O dias já não tinham a graça efêmera de outrora e sim o desgosto decantado em dias de convivência intolerável. Ela pensava, sentia, exercitava a empatia, mas o filme se repetia, seu casamento havia se desintegrado no mesmo processo, algo ainda remoía no coração deixando vazio na alma, e o que era pra ser seu acalento de dias cinzentos, se tornava um pequeno martírio com intervalos de insípida alegria, mas a música era pungente em sua alma, em seu coração.


Lançado no inicio de 1990, Bossanova era pra ser o disco de heavy metal que Francis Black havia prometido, mas não foi nem uma nem outra coisa, pois o disco também não tem nada do estilo brasileiro, bossa nova. Alguns já viam na banda sinais de desgaste, falta de fôlego.

O disco é pop, com vocais rasgados, com  surfmusic mais marcante, vide primeira faixa, "Cecilia Ann" cover dos The Ventures. Bossanova acabou por ser o albúm com maior número de faixas pops dos elfos.
 
A relação dos elfos, Kim e Francis já não possibilitava maiores e profundas discussões sobre musica, amizade. A banda estava prestes a se desmantelar.

  1. Cecilia Ann
  2. Rock Music
  3. Velouria
  4. Allison
  5. Is She Weird
  6. Ana
  7. All Over the World
  8. Dig for Fire
  9. Down to the Well
  10. The Happening
  11. Blown Away
  12. Hang Wire
  13. Stormy Weather
  14. Havalina
Download | Pixies - Bossanova


Trompe le Monde foi o canto de adeus dos elfos, que até em seu fim deixou algo que nenhuma outra banda fez, uma discografia indelével e deu origem a duas ótimas bandas The breeders e Frank Black (carreira solo do elfo maior). Trompe le monde é um disco, cru, coeso e foi conecbido já sabendo que a banda não prosseguiria a partir dele.










  1. "Trompe le Monde" – 1:48
  2. "Planet of Sound" – 2:06
  3. "Alec Eiffel" – 2:50
  4. "The Sad Punk" – 3:00
  5. "Head On" – 2:13
  6. "U-Mass" – 3:01
  7. "Palace of the Brine" – 1:34
  8. "Letter to Memphis" – 2:39
  9. "Bird Dream of the Olympus Mons" – 2:48
  10. "Space (I Believe In)" – 4:18
  11. "Subbacultcha" – 2:09
  12. "Distance Equals Rate Times Time" – 1:24
  13. "Lovely Day" – 2:05
  14. "Motorway to Roswell" – 4:43
  15. "The Navajo Know" – 2:20

A Roadrunner está relançando no Brasil todos CDs dos Pixies, com encartes e artes originais. É uma oportunidade única para as novas gerações terem contato com uma das melhores bandas de rock alternativo de todos os tempos, e que influenciou meio mundo em sua breve carreira. No pacote não está o EP Come On My Pilgrim (87), que costumava vir de bônus no CD da versão inglesa do Surfer Rosa.

Tomo I
Tomo II

sábado, 18 de setembro de 2010

Dio | Holy Diver 1983

Por Pachá
Já estava querendo falar desse disco há algum tempo, e depois da morte de Ronnie James Dio, no mês de maio de 2010, confesso que me tirou a vontade, mas me dei conta de que seria um bom momento de reviver um pouco mais da minha iniciação musical e lembrar dessa excelente banda. Holy Diver assim como aconteceu com Jailbreak do Thin Lizzy é um daqueles discos que nos marca para toda vida, pelo menos a minha sim. Pois bem, esse disco me encontrou na mesma época, 1986, uns dois meses após escutar todo santo dia Thin Lizzy, passei para o Dio. 

A capa do disco incomodava minha mãe, ao contrário de Jailbreak, logo tinha que escutar em um volume mais baixo, mas nem por isso tirava o encanto das guitarras de som mais clássico de Vivian Campbel, mas o que mais me chamava a atenção era a bateria de Vinnie Appice, e que eu me lembre foi esse cara que me levou a entrar em um curso de bateria, e descobri que ele é irmão de outro fera das baquetas Carmine Appice. A formação fechava com o baixista /tecladista Jimmy Bain. 

A estrela da banda e seu fundador, Ronnie James Dio, um sujeito de pouco mais de 1.5m com uma voz inigualável, marcante que uma vez escutada você reconheceria imediatamente qualquer que fosse o estilo, era o verdadeiro batuta por trás do Dio. Holy Diver é o primeiro disco do Dio e abre com a faixa "Stand up and Shout" rápida, e de mensagem esperançosa, bem mas na época não sabia, o som era o mais importante. Essa faixa já era famosa na época, pois era tema de um comercial de roupa da marca KGB. Em seguida vem a faixa titulo "Holy Diver" com uma introdução no teclado marcante, lenta, porém com mais peso, ai a bateria de Vinnie literalmente voava alto com um groove e peso em ataques precisos de tambores e pratos sempre acompanhados do vocal poderoso do baixinho invocado. A terceira faixa "Gypsy" é faixa de Bain pois o teclado ai é o instrumento alfa, deixando aos outros o correto papel de coadjuvantes, no equilíbrio de velocidade e peso, mas a velocidade leva ligeira vantagem e mantém boa qualidade das faixas anteriores. "Caught in the Midlle" em minha opinião a melhor faixa, tudo funciona perfeito, bateria simples e precisa, baixo, teclado e guitarra em perfeita comunhão de um autentico hard rock, é um sonzeirão e sem dar tempo de se refazer entra "Don't talk to Strangers" outra pérola, com aqueles manjados porém eficiente inicio lento que vai ganhando peso e velocidade aos poucos até culminar nos solos ágeis de Vivian. A sexta faixa é um descanso, mas nem por isso perde em peso "Straight throught the heart" é mais trabalhada, viradas mais longas de bateria, solos mais esticados e vocais mais agudos. Mas ai você já começa a sofrer pois o disco estava prestes a acabar, com um gosto de quero mais. "Rainbow in the Dark" mais uma vez dava ênfase aos teclados de Bain seguidos de solos melódicos marcados por bateria mais comportada. Para finalizar " Shame on the Night" encerra de forma lenta como o disco começou, porém com baixão pesado, sincopado, vocal em agonia e bateria quebrada. 

E ai quando dava por mim, já estava na hora de ir à escola. E sim passava a tarde sonhando com os próximos sons que me arremataria alma e coração pueril. E foi com essas lembranças que recebi a noticia da morte do baixinho, e mais uma vez me pego lembrando que é foda saber que nossos ídolos envelhecem e morrem.

Torrent | Dio - Holy Diver 1983 FLAC
Arquivos FLAC tem compressão zero, logo tem qualidade idêntica ao do CD





1. "Stand Up and Shout" Dio, Bain 3:06
2. "Holy Diver" Dio 5:51
3. "Gypsy" Dio, Campbell 3:39
4. "Caught in the Middle" Dio, Appice, Campbell 4:14
5. "Don't Talk to Strangers" Dio 4:53
6. "Straight Through the Heart" Dio, Bain 4:31
7. "Invisible" Dio, Appice, Campbell 5:24
8. "Rainbow in the Dark" Dio, Appice, Bain, Campbell 4:21
9. "Shame on the Night" Dio, Appice, Bain, Campbell 5:20




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Big Black | Atomizer 1986

Por Pachá
Muito antes de Nine Inch Nails e Ministry fazerem a sua mistura de noise com eletrônica já existia uma banda que trazia tudo isso. A banda Big Black era formada por três camaradas, um deles Steve Albini, e uma bateria eletrônica. O som tem cor de um mundo pós-apocalíptico, a mensagem ao menos é de um mundo a beira do colapso, portanto atual. Mas o que chama a atenção nessa pequena joia dos anos 80, não é o niilismo como dizem os críticos pseudo intelectual, mas a mistura ainda que sutil de praticamente todos os estilos pós punk da época fundidos à bateria eletrônica, que mais tarde se popularizou no techno pop. 

Atomize mexeu com o mundo underground da década de 80, pela inovação, ousadia na mistura de estilos e que ajudou a criar o mito Steve Albini, o homem por trás, produção, da maioria das bandas noise/indie, como por exemplo Pixies, Nirvana, PJ Harvey, Manic Street Preachers, Robert Plant. No vídeo abaixo é possivel notar o multifacetado Albini e banda com uma presença de palco um tanto discreta, mas poderosa no som. Big Black durou até o final da década de 80, e logo Albini montou outra banda Rapman que laçou dois discos e acabou. Albini então se dedicou a produção musical atuando na área de engenharia de som. Mas logo ele fundo uma outra banda, Shellac em 1992, que dura até hoje.

  1. Jordan, Minnesota
  2. Passing Complexion
  3. Big Money
  4. Kerosene
  5. Bad Houses
  6. Fists of Love
  7. Stinking Drunk
  8. Bazooka Joe
  9. Strange Things
  10. Cables (live)
  • Steve Albini - Guitar, Vocals, Drum Programming
  • Iain Burgess - Engineer
  • Santiago Durango - Guitar
  • Dave Riley - Bass

domingo, 29 de agosto de 2010

Pixies| A banda Perfeita - Tomo II

Por Pachá
Ainda atordoados pela ótima repercussão de “come on pilgrim” o quarteto bostoniano se isola na sua cidade natal, e em duas semanas gravam o seu primeiro long play, “surfer rosa” que é lançada no ano de 1988 e pega a crítica e público de assalto.

Ela contemplou uma vez mais sua trajetória. Não se cansava de fazê-lo, e alguns pensamentos começavam a tomar forma em sua mente, mas longo concluiu que não era a hora para por ideias em prática, decidiu apenas desfrutar o momento, algo maior estava por vir, ela podia sentir assim como um Sioux podia sentir o cheiro de homem branco.


- Ei Frank e agora, sentamos e colhemos os louros?
- Hum! Creio que agora você pode me chamar de Francis Black.
- Sim, claro. Mas diz ai.
- Nós seremos os Beatles, os Rolling Stones, seremos maiores que a vida e ainda sim seremos como qualquer outra banda que grava e excursiona. Seremos os anormais que tornará o esquisito algo normal.
- Uau! Pensou ela, e já não sabia se idolatrava ou temia esse sujeito megalomaníaco.

“Surfer Rosa” só confirmou a expectativa criada em “come on pilgrim” e agora com som mais lapidado, melhor produzido, porém mais animalesco com guitarras dantescas, vocais gutural, baixo e bateria em disputa pelo melhor volume, entenda-se mais alto, enfim o resultado foi um banquete para os críticos americanos e britânicos que ávidos por sangue novo, logo exaltaram o quarteto bostoniano e “surfer Rosa” alcançou o 10 lugar no ranking britânico, consolidando os elfos como uma grande banda e grande promessa do rock alternativo do final da década de 80.

Inicialmente com título whore, (puta), mas a 4AD achou muito agressivo, e vetou, os elfos então mudaram para "Surfer Rosa", Steve Albini o homem por trás do Big Black, banda que dois anos antes havia lançado o excelente "Atomizer" e já despontava na cena underground americana como produtor, sem motivo aparente negaria sua participação como produtor, e até hoje ele ainda o nega. Mas isso são mistérios que ajudam a criar mitos. O fato é que esse disco abalou o cenário, e a essa altura todos rasgavam seda para os elfos, de Nick Cave a David Bowie, todos amavam os elfos e "Surfer Rosa" entrou na parada desbancando medalhões da cena, como New Order e Cocteau Twins. E nas turnês americana e inglesa de lançamento, os elfos abriam para The Cure e Happy Mondays e roubavam a cena.





  1. "Bone Machine" – 3:02
  2. "Break My Body" – 2:05
  3. "Something Against You" – 1:47
  4. "Broken Face" – 1:30
  5. "Gigantic" (Francis/Kim Deal) – 3:45
  6. "River Euphrates" – 2:33
  7. "Where Is My Mind?" – 3:53
  8. "Cactus" – 2:16
  9. "Tony's Theme" – 1:52
  10. "Oh My Golly!" – 2:32
  11. "Vamos" – 4:18
  12. "I'm Amazed" – 1:42
  13. "Brick Is Red" – 2:00
To be Continued...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Thin Lizzy

Por Pachá
O Ano é 1976, o petardo sonoro “Jailbreak “, liderados por Phil Lynott, negro e filho de pai brasileiro, a banda irlandesa Thin Lizzy ganhou notoriedade com esse trabalho e ocupou posição de supergrupo. Passado quase 10 anos desse lançamento, com então 14 anos eu escutava esse disco quase todos os dias durante alguns meses, antes de ir para o colégio, era um ritual que não agradava minha mãe, mas isso é retórica. 

O primeiro disco que escutei da banda foi o Live dangerous de 1978 ao vivo, que ainda o tenho em vinil, mas foi Jailbreak que me arrebatou num êxtase sonoro que trago comigo até hoje, nos solos líricos, limpos do escocês Brian Robbertson e do americano Scott Gorhan, na bateria de sincronia quase cirúrgica de Brian Downey, alias essa foi a formação clássica da banda que já teve até o Gary Moore na guitarra. Mas naquela época um disco era sorvido com total devoção, desde a capa até os últimos acordes, não era algo volúvel como hoje, onde ninguém tem paciência para escutar um disco inteiro, sem pular faixas, sem ir direto para os hits, ou mesmo se perguntar por que as músicas são tocadas naquela ordem. 

A capa de jailbreak era algo brega, até para os padrões da época, mas ao colocar a bolacha no prato do toca disco, logo esquecíamos esse detalhe, a primeira faixa "Jailbreak ” é matadora, com riffs bem encaixados entre pequenos solos, bateria com marcação volumosa em comunhão com o poderoso baixo de Phil, se tornou o grande hit da banda, logo em seguida vinha “Angel from the coast” mais rápida porém com a mesma pegada, riffs e solos bem acompanhados de baixo e bateria, a terceira faixa “Running back” trocava a velocidade pela melodia de guitarras com sonoridade folk, country aliada a boa voz de Phil e colocava meus pensamentos nas gurias do colégio que nunca diziam sim, mas isso também é retórica, e como ele já estava no momento idílico do disco entrava com “Romeo and The lonely Girl”, que tem um dos mais belos solos de guitarra que já escutei, e mantinha meus pensamentos nas gurias, que na época pensavam nos guris do menudo. 

A quinta faixa "Warriors " remetia aos guerreiros celtas, mas por algum motivo eu associava ao filme Highlander, “The Boys are back in town” mantinha o ritmo de Warriors e também se tornou um dos seus hits, “Fight or fall” em minha opinião a faixa mais fraca do disco, não que seja ruim, mas pelo fato de estar entre pequenas obras primas, sua beleza mediana foi ofuscada, e logo vinha "Cowboy Song," inspiração pura de Dylan, e durante muito tempo uma das minhas musicas preferidas, ainda é, mas agora divide o posto com outras canções, e para fechar vinha “Emerald” o equilíbrio de velocidade e melodia. A sonoridade do Thin Lizzy influenciou outra banda que tive o mesmo apego, Iron Maiden o disco “Power Slave”. Mas isso é uma outra história.

Torrent | Thin Lizzy - Jailbreak 1976 (320 kb/s)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pixies | A banda Perfeita - Tomo I

Por Pachá
Boston – Um dia qualquer do mês de maio do ano de 1986, o jornal trazia em pequenas letras um discreto anuncio, “precisa-se de baixista que tenha influências de Husker-Du e "Peter, Paul & Mary”. Ela olhou rapidamente e pensou ser a pessoa, pensou melhor e concluiu que era qualificada para vaga. Ligou e marcou uma hora com um carinha de nome Charles. O encontro se deu em uma garagem da casa de outro sujeito de nome David, um skatista cujas influências estavam mais para o surf music do que para Big Black ou Husker-Du, logo também apareceu um tal Santiago, colega de quarto do Charles na Boston University.




Embora sem se dar conta, nenhuma banda se da, eles estavam prestes a marcar como poucas bandas o cenário de rock alternativo. Os ensaios aconteceram naquela mesma garagem, do sketista e agora baterista, David Lovering. O nome inicial da banda por sugestão, de Santiago, um sujeito esquisito, que preferia ser chamado apenas de Joe, era Pixies in Panoply , que numa tradução livre seria algo como, elfos de armaduras, mas Charles, um sujeito mais esquisito que Santiago, que sonhava em ser os Rolling Stones, Beatles, reduziu o nome para apenas Pixies. Estava posto o último ingrediente naquela que viria a ser uma das mais influentes e imaculadas bandas de todos os tempos, vale lembrar que a época em questão as bandas aconteciam por vez, não tinha a enxurrada de bandas como a partir dos anos 90 até os dias atuais, primeiro foi The cure, seguido por The Smiths, Echo & the Bunnymen e Jesus and Mary Chain, todas essas bandas marcaram a sua época. Os elfos bostoniano, também, e iniciaram sua epopeia contrariando as regras mercadológicas da música e após várias apresentações em bares e pequenos locais na vizinhança de Boston, partiram para a Inglaterra onde após algumas apresentações no underground britânico, chamou a atenção de um produtor da 4AD, selo de música alternativa, que após ouvir uma singela fita K-7 demo, tratou de botar na praça uma bolacha, um EP, intitulado “Come on Pilgrim” estamos já no longínquo ano de 87 do séc. passado e com esse EP o quarteto bostoniano caiu nas graças da critica e público do concorrido cenário de música alternativo britânico.

Um ano havia passado e ela, conclui com uma convicção que nunca teve, de que aquele anuncio sempre foi para ela, foi um chamado, tocar country com sua irmã era legal, mas aquilo era outra coisa, ela estava prestes cravar seu nome nos cânones do rock. E conviver com sujeitos esquisitos como Charles, e Joe tinham aberto novos horizontes...
- Hey Charles de onde vem toda essa demência poética, ela perguntava...
- Hum! creio que agora não sou mais Charles, por favor me chame de Black Charles, ok!
- Sim! sem problema Black Charles, mas e quanto a minha pergunta?
- Sim... Nunca fui popular, e quando se está encurralado dessa maneira sua tábua de sanidade está naqueles em quem você se identifica, So! mergulhei no universo transcendental de David Lynch, no dadaismo, no
surrealismo de Buñuel, na demência de Lou Reed, na insanidade cínica de Iggy Pop e Captain Beefheart.
Ela escutava com admiração e pesar, e depois tinham todo o alvoroço da critica inglesa, a turnê pela Grã-Bretanha com os conterrâneos Throwing Muses, nada mal para um garota de 27 anos, pensava ela a todo instante, mas assim como os outros membros ela também não estava muito ai para esse estardalhaço todo, de público e critica, ela queira tocar, queria mostrar a força de uma mulher empunhado seu baixo com a autoridade de um deus do trovão.





Prelúdio


Toda a síntese do que viria a ser a última grande banda perfeita está presente nesse EP, suas 8 faixas genialmente toscas será o alicerce para os próximos trabalhos. 



Os gritos e gemidos animalescos de Black Charles, o baixo trovão de Kim, as guitarras dadaístas de Joe e a batida surf music de David, todo muito bem embrulhado num disquinho que tem cara de feito num autêntico fundo de quintal, porém genial, com estilo, arte no seu estado puro.






1. Caribou
2. Vamos
3. Isla de encanta
4. Ed is Dead
5. The holliday song
6. nimrod's son
7 .I've been tired
8. Levitate me

Torrent | Come on Pilgrim + Sufer Rosa

Ela então juntamente com grupo retorna para Boston e são recebidos como patrimônio estadual, heróis...
- Hey David! Hey Joe! Antes éramos um estúpido grupo de Boston e agora somos os melhores de Boston isso não é estúpido?



I've Been Tired
One two three

She's a real left winger 'cause she's been down south
And held peasants in her arms
She said "I could tell you stories that could make you cry"
"What about you?"
I said "Me too"
"I could tell you a story that would make you cry"
And she sighed "Aaahh"
I said "I wanna be a singer like Lou Reed"
"I like Lou Reed" she said sticking her tongue in my ear
"Let's go, let's sit, let's talk"
"Politics go so good with beer"
"And while we're at it baby, why don't you tell me one of your biggest fears?"
I said "Loosing my penis to a whore with disease"
"Just kidding" I said "Loosing my life to a whore with disease"
I said "Please... I'm a humble guy with a healthy desire"
"Don't give me no shit because..."
I've been tired I've been tired
I tell a tale of a girl, but I call her a woman
She's a little bit older than me
Strong legs, strong fase, voice like milk, breasts like a cluster of grapes
I can't escape the ways she raise me
She'll make you feel like Solomon be one of your babies even if you had no one
(And while we're at it baby, why don't you tell me one of your biggest fears?)
I don't wanna sleep after setting my loins on fire
But that's OK because...

  Vídeomuito interessante, uma boa interpretação de I've Been Tired...Ckeck out!


To Be continued...

domingo, 1 de agosto de 2010

Exile on Main St.

Por Pachá

A edição de Jun/10 da revista rolling Stones traz uma matéria sobre as gravação desse lendário disco dos Rolling Stones gravado em 1972. O CD, duplo, tem 10 faixas bônus que não foram colocadas na versão original. 

Em 1972 os Stones passavam por uma fase de danação ou salvação eterna, falidos como banda, mesmo após as boas vendagens do disco anterior, "Sticky Fingers de 1971", se exilaram na França para assimilar o conturbado momento o qual passavam seus integrantes, Keith Richards e Jagger tinham sido presos pela primeira vez por porte de drogas, Mick Taylor tinha substituído Brian Jones, demitido em 1969 e falecido no mesmo ano, e alguns críticos viam nesse fato o fim dos Stones. 

Exile é o disco de Keith, embora Micky Taylor fosse o virtuoso, é Keith quem flutua com solos crus, brutos bem casados com sax e trompete, dando as 18 faixas um som vigoroso, o que faz de Exile um disco rockão na mais pura essência do termo, não é atoa que Exile ficou em sétimo lugar em uma lista de críticos de rock, como um dos melhores discos de rock de todos os tempos . O CD é duplo, com as 18 faixas remasterizadas do álbum original e mais um disco com 10 faixas, um encarte bacana, nada comparado a versão americana que além de conter os dois discos também tem um DVD e um livro com 64 páginas, aqui esse material ia custar os olhos da cara, enquanto que a versão terceiro mundo custa R$ 29,00 dinheiros na Saraiva.

Torrrent Exile on main St. remasterizado 2 CDs